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Nas garras da ditadura

Coronél: Costa e Silva 
A repressão contra  os opositores do regime alcançou números elevados. So nos primeiros meses, cerca de 50 mil pessoas foram presas. Calcula se que, durante os 21 anos que durou esse regime de exceção, aproximadamente 10 mil homens, mulheres , jovens e crianças refugiaram-se no exterior e outras 130 pessoas foram banidas do pais. O governo também costumava negar a existência de mortos políticos, o regime alegava que os militantes haviam se suicidado na prisão, morrido em tiroteio e atropelados ao fugir da policia.Em 1995, o governo brasileiro reconheceu a responsabilidade do Estado diante desses mortos e desaparecidos. Como reflexo dessa postura , o Executivo Federal  aprovou naquele ano a criação da Comiçao Especial sobre mortos e desaparecidos políticos, que nasceu com três objetivos: reconhecer formalmente cada um dos casos de mortes ou desaparecimento por razões politicas ; aprovar a reparação indenizatória aos familiares; e mobilizar esforços no sentido de tentar localizar os restos mortais das vitimas.A primeira indenização foi paga em maio de 1996 a gaúcha Ermelinda  Mazzaferro Bronca, mãe do mecânico de manutenção de aeronaves Jose Humberto Bronca (1933-1974), militante desaparecido durante a guerrilha de Araguaia.Em 2009 o governo colocou na rede o site memorias reveladas , que tem como um de seus objetivos coletar informações que ajudem a encontrar corpos desaparecidos .De fato , entre 1964 e 1985, o Brasil viveu um dos momentos mais tenebrosos de seu passado recente , o pais esteve nas mãos de militares que implantaram uma violenta ditadura cujas marcas ainda se encontram presente na sociedade brasileira .


   
   

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